Domingo, 21 de Outubro de 2007

Dez réis de gente

Dez réis de gente... Dez réis de gente... foram as personagens que Adriano Pacheco escolheu para nos dar uma panorâmica da vida que as nossa gente viveu, nos anos 20 e seguintes, quando teve oportunidade de deixar a sua terra, onde não se vislumbrava solução para para os seus sonhos, de ser mais, de subir na vida. Cansados de viver a procurar tirar da terra a sua sobrevivência, começando de pequeno por guardar ovelhas e cabras, roçar mato para cama dos animais que se transformava em estrume para adubar as terras de cultivo, apanhar lenha para cozer os alimentos, ou aquecer nas noites de inverno, quando o frio entrava por todas as frestas das casas, sem condições, onde viviam. Armados de um corpo sadio, cheios de força e uma vontade de vencer com o seu trabalho, abalaram, a pé, de boleia ou de camioneta quando se dispunha ou havia alguém que o emprestasse. O seu destino era a cidade, com endereço de alguém que por vezes mostravam ser tão amigos como pareciam. Recorrendo à Casa da Malta, onde a solidariedade igualava os mais carenciados e o almoço ou ceia era divida por todos e o trabalho precário ia aparecendo ali conseguiram impor-se pelo trabalho, esforço e dedicação. As desilusões eram ultrapassadas por mais trabalho e mais honestidade até chegar a hora de vencer. Muitos venceram, mas outros ficaram pelo caminho, vencidos pelo trabalho exagerado, pela deficiente alimentação e por doenças que não perdoaram. Era uma vida dura que os nossos conterrâneos na cidade. Outros saíram para Lisboa ou Coimbra para estudar em razoáveis colégios com confortáveis instalações e com alimentação rica e abundante. Estes viviam na ignorância do que sofriam os seus companheiros de escola da terra e ainda hoje acham fantasiosa e miseriabílistas os relatos que Adriano Pacheco e outros que viveram ou foram testemunhas oculares de tão triste vida. Parabéns Adriano por este e pelos outros nove livros que nos têm proporcionado sobre as nossas terras. Leiam este belo livro-Dez réis de gente-de Adriano Pacheco. matos cruz 2007-10-21
publicado por matoscruz às 23:31
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